Jornada de Estudos do Discurso acontece nos dias 07 e 08 de maio

SEGUNDA CIRCULAR
O Projeto de Pesquisa Discurso, poder e políticas da (in)visibilidade, vinculado ao Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen – UFSM/FW, convida pesquisadores docentes e discentes, interessados pelos estudos da Linguagem e da Comunicação, para a Primeira Jornada de Estudos do Discurso – 1ª JED – com o tema “De 1968 a 2018: (in)visibilidade e memória”, a realizar-se nos dias 07 e 08 de maio de 2018, no Salão Nobre da ACI – Rua do Comércio, 1013 – em Frederico Westphalen – RS.

Palestrantes
Prof.ª Dr.ª Amanda Scherer
UFSM – Santa Maria
Prof. Dr. Jocenilson Ribeiro
UNILA
Prof.ª Dr.ª Caroline Schneiders
UFFS – Cerro Largo
Prof.ª Dr.ª Caciane de Medeiros
UFSM – Santa Maria
Moderador do cinedebate
Prof. Ms. Fábio Silva
UFSM – FW

Inscrições e prazos
Inscrição como apresentador de trabalho: de 05/03 a 05/04/2018 (via e-mail:
dppinvisibilidade@gmail.com). Prazo prorrogado até 15/04/2018
Inscrição como ouvinte: de 05/03 a 07/05/2018 via formulário eletrônico:
https://docs.google.com/forms/d/1wFi0R1Gc9HmX1vIIHm8En-CXe0dUQg80A1D_-
xF0JR8/viewform?edit_requested=true

Valores*
Sem apresentação de trabalho: R$10,00
Com apresentação de Trabalho
Estudantes de graduação: R$15,00
Estudantes de pós-graduação: R$25,00
Professores: R$40,00

Normas para a submissão de resumos
Será permitida a submissão de apenas um resumo por autor, sendo que o mesmo autor pode
constar como coautor** de outro trabalho.
As propostas de comunicação podem ser interdisciplinares, mas devem se inserir em pelo
menos um dos eixos temáticos: 1) processos de subjetivação, 2) produção de conhecimento,
3) discurso das e sobre as minorias e 4) modos de silenciamento.
Os resumos recebidos serão submetidos a um comitê de leitura, que avaliará sua
conformidade à temática do evento. Serão bem-vindas propostas que apresentem discussões
teórico-conceituais, análise de corpora e resultados finais ou parciais de projetos de pesquisa
em andamento.
Os resumos devem ser escritos em português, com a seguinte formatação:
• Fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço simples (em todo o arquivo);
* Os valores deverão ser pagos em espécie no dia e local do evento.
** Nome do orientador deve ser inserido em nota de rodapé como orientador e não como coautor.
• Título da proposta de comunicação (em negrito, centralizado);
• Nomes do(s) autor(es) e vínculo institucional (uma linha após o título, alinhamento à
direita). Nome do orientador, referência a projeto de pesquisa e a órgão de fomento,
quando for o caso, devem constar em nota de rodapé;
• Resumo, de 200 a 500 palavras, contendo: exposição do tema do trabalho,
justificativa, objetivos, abordagem teórico-metodológica e resultados ou hipóteses
(duas linhas após o nome do(s) autor(es), alinhamento justificado).
• Três palavras-chave (uma linha após o resumo, iniciais maiúsculas, separadas por
ponto final).
As propostas devem ser enviadas em arquivo editável, .doc, .docx ou .rtf, para o e-mail
dppinvisibilidade@gmail.com, impreterivelmente, até 05/04/2018. Prazo prorrogado até
15/04/2018.

Eixos temáticos
Eixo 1 – Processos de subjetivação;
Eixo 2 – Produção de conhecimento;
Eixo 3 – Discurso das e sobre as minorias;
Eixo 4 – Modos de silenciamento.
Abrangência dos eixos temáticos

Eixo 1 – Processos de subjetivação
Este eixo acolhe trabalhos que discutem, a partir de processos de subjetivação, a emergência
da noção de sujeito como efeito. De maneira geral, os modos de subjetivação se inscrevem em
condições político-históricas de produção e intervêm nas formas de existência, ou seja, nas
relações do sujeito com o mundo. Para entender a subjetividade, é necessário considerar o
caráter político, as relações de poder-saber que circulam na sociedade e, principalmente, as
relações de força que agenciam o processo de constituição dos sujeitos ao longo da história e
por meio de dispositivos diversos. Nessa perspectiva, a noção de sujeito se caracteriza como
ponto de análise do processo e também do resultado dessa subjetivação, podendo ser tomada
na dualidade processo-produto. Contemporaneamente, os dispositivos midiáticos e o
imperativo pela visibilidade têm agenciado cada vez mais os processos de subjetivação,
influenciando também nos modos de acesso à e de constituição da memória.

Eixo 2 – Produção de conhecimento
Com a institucionalização da ciência, o conhecimento produzido passa a ter selo e deve ser
reconhecido, testificado pela competência de instituições científicas pré-estabelecidas.
Somente então passa a circular como um saber específico e necessário à sociedade. Destacase,
nesse processo, a articulação entre poder e saber, tal como abordada, principalmente, nos
estudos de Foucault. Discutir a questão do saber e a sua relação com as formas de controle na
sociedade, como propõe este eixo temático, permite compreender os mecanismos pelos quais
se constroem a (in)visibilidade e a (des)centralização dos saberes, não apenas, mas sobretudo,
nas instituições que os referendam, em que ressoa a memória de Maio de 68, momento de
análise e crítica dessas instituições e dos saberes já-postos. Assim, pode-se buscar responder à
pergunta: como é alcançado determinado conhecimento, como ele se solidifica ao longo do
tempo e como se relaciona com os poderes que permeiam as relações sociais?

Eixo 3 – Discurso das e sobre as minorias
Os estudos sobre as minorias vêm ganhando espaço no cenário acadêmico nos últimos anos,
tanto pela (in)visibilidade midiática que estas começaram a receber, quanto pela
conscientização da sociedade de que devem conquistar a igualdade de oportunidades e de
acesso a bens materiais e simbólicos. Todavia, desde a década de 1960, transformações
significativas vêm ocorrendo, com a instauração de novas problemáticas e reivindicações, que
abrangem a diversidade de discursos sobre corpo, gênero e sexualidade, mas também sobre
outras formas de constituição identitária e de pertencimento social, como questões étnicas, de
migração, acolhida ou rejeição ao estrangeiro. Este eixo temático contempla investigações que
colocam em destaque diferentes formas de discursividade de e sobre grupos minoritários,
principalmente com o propósito de compreender como se dão esses fenômenos sociais, qual é
o espaço dado às (ou ocupado pelas) minorias e como elas são representadas em nossa
sociedade.

Eixo 4 – Modos de silenciamento
Com o objetivo de fomentar a discussão sobre as diversas formas de silêncio que existem na
sociedade, este eixo visa a aproximar os estudos que se dedicam às políticas de silenciamento,
sejam elas institucionais, midiáticas ou de outras ordens, levantando a seguinte questão: o que
é e como funciona o silêncio? No viés discursivo, o silêncio não é a mera ausência de
palavras, de sons ou de sentidos, pois, ao ser objeto de análise e interpretação, o silêncio
também significa. No campo político, pode se configurar como um gesto de resistência ou
pode resultar de um ato de opressão, como na censura, produto de uma estratégica política
para não deixar dizer ou mostrar. Ao intervir na formulação de palavras e de imagens,
cerceando discursos e sentidos, práticas como a censura produzem silenciamento, seja pela
falta, ao proibir dizer, seja pelo excesso, ao reforçar certos dizeres para que outros não
ganhem espaço ou não sejam ouvidos. Por conseguinte, os modos de fazer silenciar têm se
relacionado, ao longo da história, mas, principalmente, nos dias atuais, às formas de
invisibilidade política e social, bem como aos modos de produzir memória.

Comissão organizadora
Prof.ª Dr.ª Marluza da Rosa (coordenadora)
Alisson de Moraes Gampert (estudante de Relações Públicas)
Isadora Gomes Flores (estudante de Jornalismo)
Paulo Eduardo Doro Prestes (estudante de Relações Públicas)
Patrícia Dal Molin (estudante de Jornalismo)
Kawê da Silva Veronese (estudante de Relações Públicas)
Miguel Scapin (estudante de Jornalismo)
Isadora Vilanova do Amaral (estudante de Jornalismo)
Antônio Inácio dos Santos de Paula (estudante de Jornalismo)

Contatos

dppinvisibilidade@gmail.com
marluza.rosa@gmail.com

Sobre Kássia Lutz

Estudante de Relações Públicas na UFSM-FW. Bolsista da Agência de Comunicação.