Família Mengue da Silva traz seu espetáculo circense para Frederico e região

Família Mengue da Silva (Foto: arquivo pessoal).

Há 18 anos a família Mengue da Silva roda o Brasil com apresentações circenses da companhia de espetáculos Show Disney. A trupe está desde segunda-feira (17) em Frederico Westphalen, na quinta-feira (20) se apresentou na Escola Estadual Técnica José Cañellas e, no dia de hoje (21), a apresentação foi para as escolas municipais da cidade, sendo realizada no ginásio da Escola Irmã Odila Lehnen.

Célio José Maciel da Silva, o “Moleza”, criado no circo, faz parte da 5ª geração circense. Em uma de suas apresentações por Santa Catarina, conheceu sua esposa, Dinara Mengue.

“Eu era agricultora. Quando vi o circo me encantei. Foi ‘amor à primeira vista’, e então conheci o Célio. Em dez dias, fugi com o circo”, relata Dinara.

Deste relacionamento, nasceram Daniella (18 anos) e Josuei (14).

Daniella aos 11 anos começou a fazer malabares e aos 14 fazia apresentações na lira – que, assim como o Tecido Acrobático, é uma modalidade de acrobacia aérea, na qual o artista mostra flexibilidade, força, e controle total sobre o aparelho.

Josuei, com 12 anos de idade, já era recordista mundial em monociclo, andando em um com 4 metros de altura.

Perigos

“Sofrimento e glória, alegria e dor”, já diria a música “Artista de Circo”, de Tonico e Tinoco. Para fazer a alegria da platéia, os artistas sofrem pra fazer os números com perfeição e muitas vezes acabam se machucando.

“Em um treino para uma apresentação em Capão da Canoa, a Daniella estava na lira, a uns 6 metros de altura, e acabou caindo, e ela é a única que se apresenta sem proteção de rede, mas graças a Deus não aconteceu nada grave. Pedi para tirar esse número do nosso espetáculo por achar muito arriscado, mas ela não quis e o Josuei fraturou um pé no monociclo”, afirma Célio.

Estudos

Para muitas crianças e adolescentes, viver em constante mudança de cidade devido ao trabalho seria motivo para abandonar a escola. Neste caso, ocorre o oposto. Embora não possuam escola fixa, se empenham para estudar nas escolas na cidade em que o circo passa.

Daniella cursa história no Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI (SC), e seu irmão está cursando o ensino médio.

“Confesso que estou indecisa, não sei se continuo no circo, gostaria de ser professora de história”, diz Daniella.

Para a mãe Dinara, os estudos são muito importantes, e diz não abrir mão da faculdade dos filhos.

Oportunidades que a arte circense favorece

Não é só a platéia que é presenteada com a arte do circo, os artistas também acabam se favorecendo com seus talentos. Prova disso foi a participação do garoto Josuei em diversos programas televisivos, como os dos apresentadores Eliana e Ratinho. Célio participou duas vezes do quadro “Se vira nos 30”, do Domingão do Faustão, sendo que em uma delas saiu vencedor, equilibrando uma escada no queixo, e Daniella foi convidada para trabalhar em um circo do Chile.

Finalizando as apresentações em Frederico Westphalen, a trupe segue para Seberi e cidades da região.

 

Dayana Giacomini / Da Hora

 

 

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