Estamos diariamente envolvidos com a leitura e as palavras, quando lemos um jornal, quando relatamos um acontecimento a alguém. O projeto Leitura Viva, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto de Seberi, que teve início em março de 2010, vem ao encontro da necessidade de desenvolvermos a leitura, a criatividade, e o gosto pelas histórias, além da ampliação do vocabulário na produção textual. O projeto tem prazo indeterminado.
Ele está sendo realizado na Biblioteca Publica Municipal Érico Veríssimo, onde há contação de histórias da literatura infantil, por um orientador profissional. A visita dos alunos à biblioteca é agendada quinzenalmente. O projeto também conta com uma Sacola Literária que contém livros. Elas são numeradas para identificação dos livros e repassadas pelas escolas envolvidas, permanecendo durante 15 dias em cada instituição de ensino. O Leitura Viva conta com 8 sacolas itinerantes e 8 escolas participantes. Cada sacola contém livros diferentes, sendo mais de 600 livros de leituras e texturas variadas. Os professores de cada instituição ficam incumbidos de trabalhar com sua respectiva turma.
Participam do Projeto as Escolas Municipais Maria Amália Gemelli Bottam, José Ciotti, Ministro Tarso Dutra, Rosa da Silva Braga, Alfredo Ramos, Dr. Tulio Luiz Zanchet, Bem Me Quer e Cantinho da Esperança (APAE).
Silézia Rosa Filipiaki, coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, e colaboradora na organização do Projeto, conta que este contém um cronograma, em que estão estipuladas as datas de permanência da Sacola Literária em cada escola até dezembro deste ano. Ela destaca que os livros são de diferentes modelos, entre eles de tecido, plástico, pelúcia, papel, fantoches, que servem para todos os públicos envolvidos.
Todas as Escolas da Rede Municipal de Ensino participam do projeto, desde a educação infantil (4 meses a 6 anos). Foram desenvolvidos trabalhos pelas escolas participantes, a partir da leitura dos livros. Estes estiveram expostos durante a V Colônia em Festa, nos dias 4, 5 e 6 de junho no Ginásio Municipal de Seberi.
A Escola Municipal de Educação Infantil Bem Me Quer, que recebe alunos de 4 meses até os 4 anos, também participa do projeto. A diretora Elisete Terezinha da Silva destaca a importância da atividade da leitura para a educação infantil, pois, por meio das imagens oferecidas pelos livros, as crianças desenvolvem a criatividade e acontece um mútuo diálogo entre as crianças, no momento em que contam a história para seus colegas. Ela ressalta que antes do projeto já se trabalhava com a leitura na Escola Bem Me Quer, sempre havendo uma boa receptividade por parte dos alunos, que nessa fase valorizam muito os desenhos. Também destaca que os livros repassados contém diversas imagens atrativas, contendo fantoches com cores fortes que instigam o aluno a descobrir novas coisas.
Esse projeto está vinculado à “Hora do Conto”, que é desenvolvida na Escola Bem Me Quer, onde há um espaço para desenvolvimento e apreciação da leitura. Cada professora trabalha com sua respectiva turma, onde geralmente as atividades não são pré-estabelecidas, mas elas partem dos alunos, da necessidade do momento, sendo desenvolvidas atividades de pintura, desenho e um espaço para contar a história aos colegas.
A professora de educação infantil da Escola Bem Me Quer que trabalha com os alunos de 2 anos, Fabiane Oliveira Bottega, destaca que, no processo de aprendizagem, as crianças da faixa etária em que ela trabalha não dão muita importância ao que é falado, mas sim aos desenhos que são mostrados nas histórias e o que eles representam. Fabiane conta que seus alunos demonstram maior satisfação no momento em que eles podem manusear os livros, e contar as histórias a seus colegas. Ela destaca a importância da atividade com livros juntamente com a leitura, no desenvolvimento da fala, da coordenação motora e da criatividade.
A mãe do aluno Henrique Karpinski Lopez, que frequenta o berçário da Escola de Educação Infantil Bem Me Quer, Francieli Karpinski Lopez, destaca que os livros estão instigando a interação com a leitura e o mundo imaginário. Ela ressalta que nessa idade seu filho faz a leitura das imagens somente, e tem interesse no colorido das imagens, e nas diferentes texturas encontradas nos livros infantis. Ela acredita que, incentivando seu filho desde o início de sua trajetória escolar, ele terá mais facilidade futuramente com a leitura, a criação textual e a interpretação.
A Escola Municipal de 1º grau completo Ministro Tarso Dutra também participa do projeto, e segundo a professora de História de 5ª a 8ª séries, Rosa Meireles Makoski, os livros atraem os alunos, ajudando no desenvolvimento da criatividade despertando para a leitura. Ela ressalta que a escola sempre está trabalhando com livros, e recebendo-os do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), que executa o Programa Nacional do Livro Didático, que adquire e distribui livros às escolas públicas. Estes ajudam no processo de incentivo à leitura. Rosa destaca a importância dos livros na complementação das aulas, trazendo novos conhecimentos à classe, e transportando o aluno ao mundo imaginário, facilitando assim a criação textual, e ampliando a bagagem de conhecimento.
Ainda na escola Ministro Tarso Dutra, o professor de Língua Portuguesa Edevandro Sabino realizou uma pesquisa com os alunos de 5ª a 8ª séries com o intuito de analisar a receptividade dos mesmos frente aos livros apresentados pela Leitura Viva, e no geral as turmas citam bastante a questão de o livro ajudar na leitura e na imaginação das histórias. Alguns alunos destacam a questão de existirem poucos livros infanto-juvenis.
A aluna do 1º ano, da Escola Ministro Tarso Dutra, Pâmela Coco, destaca que gostou dos livros, pois eles trazem figuras e desenhos diferentes, como os livros que incluem fantoches de tecido.
O Projeto Leitura Viva visa a incentivar tanto a base, que são os alunos da educação infantil, quanto os adolescentes que estão em idade mais avançada, buscando desde o início complementar o desenvolvimento do educando.
Daniela Prado / Da Hora
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