Outra vez a palavra greve

Essa palavra vem assombrando a nós, estudantes, desde o Ensino Médio e, ao ingressar em uma universidade, a intenção era de que esse pesadelo chegasse ao fim. Doce utopia. Essa palavra tão temida nos acompanharia também nos anos de faculdade.

Boatos de uma possível adesão à greve iniciaram-se há duas semanas atrás, deixando os estudantes da Universidade Federal de Santa Maria e das demais Instituições Federais de Ensino Superior do país em alerta. Pelo menos 17 Universidades anunciaram paralisação das atividades por tempo indeterminado e, ao longo das semanas seguintes, esse número pode aumentar.

O professor Luis Fernando Rabello Borges, do curso de Jornalismo do campus de Frederico Westphalen, manifestou sua opinião sobre a paralisação dos docentes. “Se for uma decisão da UFSM, não tem muito como fugir. Cada professor tem a opção de aderir à greve ou não. O ideal é, ou todos aderirem à greve, ou ninguém aderir a ela”.

Os professores lutam por um plano de reestruturação da carreira docente, promessa feita pelo governo federal para março deste ano. Reivindicam também uma carreira mais curta, com 13 níveis remuneratórios, 4 a menos que no plano atual, variação de 5% entre os níveis e um salário mínimo de 2.329,35 reais, referente a 20 horas semanais de trabalho (atualmente esse valor é de 1.597,92 reais), além de melhores condições de trabalho e infraestrutura.

 

Vanessa Harlos / Da Hora

 

 

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