Curso reúne três gerações de profissionais em melhoramento genético na UFSM, campus de FW

Professor Luciano Carlos da Maia, em atividade durante o curso. Foto: Adilvane Spezia

Bioinformática e Biotecnologia são os temas do curso que está sendo realizado entre os dias 05 a 09 de novembro de 2012, na Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, campus de Frederico Westphalen. O curso é uma atividade do Programa de Programa de Pós-Graduação em Agronomia – Agricultura e Ambiente (PPGAAA), e está sendo ministrado pelos professores da Universidade Federal de Pelotas – UFPel, Antonio Costa de Oliveira, Pós-doutor pelo Department of Genetics da University of Georgia e Luciano Carlos da Maia, Doutorado em Melhoramento Vegetal. O evento conta com a participação de acadêmicos do programa de pós-graduação, bem como dos estudantes vinculados aos projetos de pesquisa em melhoramento genético de plantas, desenvolvido no campus, reunindo-se desta forma três gerações de profissionais em melhoramento genético de plantas.

Bioinformática é uma ferramenta que vem auxiliar no melhoramento genético das plantas, um conjunto de softwares que auxiliam no tratamento das informações geradas em estudo genético. “Ouvimos falar na mídia no genoma do arroz, tomate, milho, isto significa que os cientistas conseguiram identificar os genes de cada uma destas plantas, porém só identificar não é suficiente é preciso trabalhar com esta informação, e a Bioinformática auxilia no tratamento desta informação, traduzindo em ganhos no campo”, ressalta o professor Antonio Costa de Oliveira.

Já a Biotecnologia ela é um aprofundamento das variações genéticas e como utilizá-las de forma que venha trazer benefícios para a agricultura. É um conjunto de tecnologias modernas, onde é possível manipular fragmentos de plantas e de DNA, obtendo ganhos genéticos que vão ser traduzidos no campo. “Uma das aplicações da Biotecnologia são os transgênicos (planta geneticamente modificada), a Soja RR tolerante ao herbicida é um exemplo clássico, envolve também a micropropagação e a clonagem ‘in vitro’, muito usado na produção de fruticultura e olericultura”, segundo Oliveira.

Acadêmicos tiveram a oportunidade de ter contato a Bioinformática. Foto: Adilvane Spezia

O curso tem o propósito de trazer para os participantes que, a planta apresenta além do que é possível ser observado a olho nu, informações que são possíveis de serem observada por meio da Biotecnologia, como verificar á nível nuclear cada aspecto desta planta, sua estatura, sua coloração, numero de folhas e grão, seu nível de resistência a seca ou geada e, inúmeras outras características que estão visíveis, mas que o conhecimento aprofundado disto ainda é mínimo, destaca o professor e coordenador do PPGAAA, Velci Queiróz de Souza. O curso vem sanar a deficiência que é passar o conteúdo e aplicá-lo, contemplando a teoria com a prática, somando-se a aplicabilidade da Ciência enriquecendo o aprendizado.

O estudo proposto permite ao participante o acesso de informações que estão disponíveis em alguns bancos de dados, informações depositadas por grupos de pesquisa do mundo num mesmo lugar, tornando-se uma informação compartilhada.

Segundo o professor Luciano Carlos da Maia, “para ter acesso a estas informações é necessário dominar alguns caminhos, conceitos e softwares, é isso que vai ser passados para eles, quais ferramentas usar, como pesquisar, onde encontrar estas informações, como interpretá-las,” destaca ele.

A importância do curso se dá por meio da oportunidade de conhecer a Bioinformática, estudos estes que se tornando cada vez mais importantes. Para o mestrando do PPGAAA da UFSM/FW, Maicon Nardino o curso “possibilita o conhecimento de uma ferramenta que está sendo largamente empregada em várias áreas de pesquisas, esclarecendo as formas em que podem ser agregadas, pois fatores específicos tornaram-se decisivos para o ganho em produtividade das culturas”.

O curso tem superado as expectativas, sua finalidade é fazer com os acadêmicos tivesse este contato com a área, estes por sua vez têm conseguido assimilar e acompanhar o que está sendo passado, avalia o professor coordenador do PPGAAA. Atividades com este mesmo propósito não estão descartados em outros momentos e em outras áreas.

 

Adilvane Spezia / Da Hora

 

 

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