Uso de agrotóxicos foi o tema da segunda sessão do Cine Floresta

No dia 14 de maio, na escola Sepé Tiaraju, ocorreu a segunda sessão do Cine Floresta, promovido pelo Diretório Acadêmico de Engenharia Florestal, juntamente com a Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal. A sessão fílmica teve a presença de 70 acadêmicos de diferentes cursos da UFSM-FW.

Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida. Foto: Divulgação.

A sessão foi dividida em duas partes. A primeira envolveu a apresentação do documentário “O veneno está na mesa”, o qual tem como temática principal a situação alimentar atual. Também traz entrevistas com agricultores, especialistas em saúde, representantes da Anvisa e ambientalistas alertando sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura brasileira, que atualmente é a recordista mundial no uso desses agentes químicos, fornecidos por empresas como  BASF, Bayer, Dupont e Monsanto, entre outras. Muitos desses venenos foram proibidos em vários países mas no Brasil o uso ainda continua, inclusive pelos pequenos agricultores que são obrigados a usar sementes transgênicas e pesticidas para então conseguirem crédito junto aos bancos. O documentário faz parte da “Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida”.

Para a acadêmica de Engenharia Florestal Monique Longhi, o uso desenfreado de agrotóxicos está ligado a uma série de variáveis, como, por exemplo, o crescimento do agronegócio, o qual promove a circulação e acumulação de capital para as grandes empresas fabricantes de agrotóxicos, as quais promovem o uso e o promulgam como necessário, pois somente com o uso dessas substâncias o produtor vai conseguir uma produção agrícola satisfatória.

Segundo Monique, a única forma de diminuir este uso desenfreado de agrotóxicos seria a desmistificação do assunto, com espaços para que a população em geral discuta sobre o assunto, analisando qual situação em que estamos, em relação aos agrotóxicos, e o que isso intervém em nosso cotidiano, posicionando-nos frente a isso para com os governantes e demais entidades.

Alunos debatendo sobre o assunto após as sessões. Foto: Vandressa Garzon.

A segunda atração da noite foi a apresentação do documentário “Neste chão tudo dá”, o qual mostra iniciativas simples e que deram certo no meio rural, como a produção de alimentos aliada à sustentabilidade da fauna e flora, à inclusão social do camponês, à emancipação econômica, à variedade das espécies vegetais, sem uso de defensivos ou adubos químicos, iniciativa essa que vem se disseminando na Bahia entre os pequenos agricultores, que resolveram abandonar as técnicas convencionais e adotaram o sistema agroflorestal.

Também para Monique Longhi, o sistema agroflorestal necessita de políticas públicas que forneçam subsídios aos que gostariam de iniciar com o mesmo em sua propriedade e técnicos capacitados nesse assunto para dar suporte aos agricultores. Para que isso ocorra, ela acredita que seja necessário analisar se estudantes e futuros profissionais de Engenharia Florestal estão ou não preparados para atender a esta nova demanda, a qual promove o desenvolvimento local e a manutenção da biodiversidade, incluindo a permanência do agricultor familiar em sua propriedade rural, promovendo assim a qualidade de vida e o crescimento econômico do mesmo.

Saiba mais sobre a campanha contra o uso de agrotóxicos: http://www.contraosagrotoxicos.org/

Clique no link e assine a petição contra o uso de agrotóxicos você também:

http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_banimentos_dos_agrotoxicos_ja_banidos_em_outros_paises/

 

Vandressa Garzon / Da Hora

 

 

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