Coluna Esportiva

Olá amigos, a partir de hoje inicio minha coluna esportiva aqui no site da Agência Da Hora. Falarei sobre o futebol da Dupla GreNal e do União Frederiquense. Como forma de “notícia”, os posts oportunizarão aos leitores que critiquem, contraponham ou, simplesmente, comentem sobre o assunto. Tudo que eu postar será de minha responsabilidade, com opiniões próprias, sem a influência de terceiros. Serei coerente e realista, conforme meu modo de pensar.

UNIÃO FREDERIQUENSE

Lamentável a atuação do União, neste domingo. Em outra de suas melancólicas partidas, a equipe do Leão não teve tranquilidade e se rendeu ao Ypiranga de Erechim que, por sua vez, vangloriou o empate conquistado fora de casa. A equipe foi apática em quase todo o jogo e permitiu que o Ypiranga abrisse o placar logo no início da partida. O União empatou, mas a forma de jogar, depois de ter marcado o gol, exaustou os olhos dos mais de mil espectadores que foram ao estádio.

Faltas: O primeiro quesito a ser destacado é o péssimo aproveitamento em bolas paradas. A equipe teve inúmeras chances próximo a área e, em muitas vezes, mal soube desviar bola da barreira adversária. Jogadores como Tatto, Piccinini e Davis Thiago fracassaram nas cobranças e isso atrapalhou no resultado. E como.

Ataque:
Pouco produtivo, o ataque do União não ofereceu grandes perigos ao gol do Ypiranga nos 90 minutos. Gilian se esforçou, mas parou na zaga, enquanto Paulinho Macaíba teve atuação ruim na partida. Não chega, não conclui, não marca.

Paulinho Macaíba:
O grande destaque negativo do União, na tarde, foi o atacante. Teve a chance de solidificar a primeira vitória do União, quando esteve colocado para a cobrança de um pênalti, aos 43 da etapa final. Pressionado e com semblante de insegurança, bateu no poste esquerdo e ratificou a má fase da equipe.

Arbitragem:
Conduzia bem a partida, por mais que, em alguns lances, o árbitro mostrava insegurança. Tentou sempre ser rigoroso, porém, pecou em um lance crucial e capital. Aos 43, o auxiliar marcou pênalti para o União, a jogada seguiu e Gilian fez o gol. O árbitro, esquecendo os princípios da “lei da vantagem”, não deixou o lance seguir e decretou a penalidade. Paulinho Macaíba perdeu. Num lance polêmico em que o jogador Ronei, do Ypiranga, coloca a mão na bola, o árbitro marcou falta, fora da área. Houve a reclamação, a impressão era de que teria sido pênalti, mas, revendo a imagem, comprova-se que o árbitro acertou.

Ypiranga:
Irreconhecível a equipe do técnico Leocir Dall’Astra. Não passa nem perto do que o time era há alguns anos atrás quando figurava na primeira divisão. Jogou pelo empate o tempo todo e não ameaçou o União, que, por sua vez, deixou escapar a vitória.

Drama:
A situação do União é, no mínimo, dramática. A equipe chegou a 6 pontos em 27 disputados e, na classificação geral, está os mesmos 6 pontos atrás do primeiro colocado fora da zona do rebaixamento. Se em 9 jogos conquistou só 6 pontos, conseguirá o União fazer, no mínimo, 12 em 6? Fica o questionamento, e a terceira divisão se aproxima a cada dia.

INTERNACIONAL

Em um jogo complicado na Bahia, o Inter não conseguiu vencer o Vitória. O resultado teve seu lado bom e seu lado ruim. 2 a 2.

Golaços:
Os dois gols do Internacional, para mim, foram os mais bonitos da rodada. Primeiro, uma grande jogada do garoto Fred, que passou por toda zaga adversária e serviu Forlán, que fuzilou o goleiro. Já no segundo, D’Alessandro deu lindo lançamento a Fred, que ganhou dos zagueiros e marcou. Lances perfeitos do ataque colorado.

D’Alessandro:
Simplesmente craque. Quem não gostaria de ter este jogador em seu plantel? Jogou para o time, deu um lançamento espetacular para Fred, da sua intermediária, deixando o garoto na cara do gol. Quanto mais o argentino render, mais o Internacional vai produzir.

Fred:
O garoto teve atuação luxuosa. Propiciou o início da reação colorada, numa jogada individual belíssima e depois tendo calma e tranquilidade para dominar a bola, no lançamento de D’Ale, e marcar o gol de empate. O melhor do jogo. Merece a titularidade.

Coletivo:
Por mais que o Inter tenha o destaque individual dos dois jogadores acima citados, não foi tão bem coletivamente. A zaga pecou no início do jogo e permitiu que o Vitória abrisse uma boa vantagem nos 15 minutos iniciais. Ao longo do jogo, o time se acertou e conseguiu encurralar os baianos. Pena que faltou tempo. Precisa melhorar.

Vitória:
Teve a referência em Maxi Biancuthi, mas não passou muito disso. Gabriel também se destacou, mas a equipe não conseguiu manter o aproveitamento do início. Merecia ter tomado a virada.

GRÊMIO

Jogo que merece uma visão positiva. A equipe tricolor finalmente voltou a jogar bem. Concordo, o Náutico não é o melhor time a ser levado em conta. Porém, o volume de jogo do Grêmio destoou dos últimos jogos – positivamente. A equipe produziu bastante e cravou uma vitória sólida no placar. Não foi uma grande diferença em gols, mas um enorme desparelhamento no jogo. 2 a 0.

Souza:
Foi, sem dúvida, o melhor jogador da partida. Realizou um grande jogo, trocou passes, marcou e foi efetivo no ataque. Se manter o ritmo, o Grêmio tem uma boa referência no meio-campo, além do velho Zé Roberto e de Elano.

Entrosamento:
O Grêmio mostrou um time entrosado e competitivo na tarde de domingo. Foi diferente daquele melancólico jogo contra o Santa Fé e mostrou que chega vivo para a disputa de coisas grandes na competição.

Náutico:
É fato e todos puderam acompanhar que o Náutico não foi um grande adversário. É justo dizer que a própria equipe pernambucana favoreceu o resultado. Quase não produziu ofensivamente e, isto somado ao bom desempenho do Grêmio, trouxe o prejuízo da derrota aos alvirrubros.

Um final de semana com saldo médio a positivo para as 3 equipes. O Internacional merecia mais pelo que fez no decorrer do jogo, mas, em contrapartida, deve valorizar o ponto conquistado pelo péssimo início de jogo. O Grêmio soube mostrar que esqueceu a eliminação da Libertadores e confirmou isso com um bom futebol, boas jogadas e uma importante vitória. Já o União Frederiquense deixou o torcedor ainda mais preocupado e, em mais um jogo, demonstrou que o rebaixamento é algo inevitável.

 

Eduardo Krais / Da Hora

 

 

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