4 de outubro – Dia Mundial do Animal

Foto - Luiza Gomes

Foto: Luiza Gomes.

No dia 4 de outubro é comemorado o Dia Mundial do Animal, data escolhida em 1931 durante uma convenção de ecologistas em Florença. A escolha desta data se deu no mesmo dia de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais. O Dia Mundial do Animal é celebrado em vários países, através de vários eventos e iniciativas.

O principal objetivo para a celebração do Dia Mundial do Animal é sensibilizar a população para a necessidade de proteger os animais e a preservação de todas as espécies, mostrar a importância dos animais na vida das pessoas e celebrar a vida animal em todas as suas vertentes.

Muitas pessoas acolhem animais das ruas e dão uma vida melhor a eles. Em Frederico Westphalen, a funcionária do Ministério Publico Priscila Santos é uma dessas pessoas que recolhe os animais das ruas. Desde criança, sempre aprendeu a respeitar e cuidar de animais. Segundo ela, seus pais lhe ensinaram esses valores, que pretende levar para a vida toda.

Foto - Michélli Bokorni

Foto: Michélli Bokorni.

“Acho muito importante ter um dia especial para lembrar dos animais e repensar nossa relação com eles. Faz muito tempo que os animais domésticos, principalmente cães e gatos, convivem com as pessoas e essa relação faz bem tanto pra gente quanto pra eles. Também não podemos esquecer dos animais silvestres, que sobrevivem em pequenas áreas preservadas e são retirados da natureza para serem mantidos em cativeiro apenas para serem apreciados por ‘humanos’.”

Um dos animais de rua de Priscila. Foto - Priscila

Um dos animais de rua de Priscila. Foto: Priscila Santos.

Priscila conta também que os cães e gatos que encontra nas ruas foram abandonados por pessoas ou nasceram de animais abandonados. “Quando decidi ter animais de estimação, achei que podia dar uma vida melhor a algum deles. Renovar uma vida é uma experiência muito gratificante e é bobagem o que a maioria das pessoas acredita, que animais adultos são difíceis de acostumar ou de aprender coisas novas. Pelo contrário, por terem vivido nas ruas eles são mais espertos e mais resistentes a doenças”.

O número de animais que Priscila abriga em sua casa varia muito por causa dos temporários, mas fixos são 6: a Pituca (que foi adotada de uma ONG em Porto Alegre), o Spoke (irmão da Pituca, também adotado desta ONG), o Fradique (que, segundo Priscila, era pura sarna e vivia na rua), o Rex (um velhinho que foi agredido com um facão, perdeu uma pata e o dono anterior não quis mais), o Tigor (que vivia na rua, levou um tiro e também perdeu uma pata) e a Cacau (que foi abandonada ainda filhotinha na rua).

 

Michélli Bokorni / Da Hora

 

 

About Agência Da Hora