A Copa do Mundo no Brasil não é só futebol

A mistura entre as nacionalidades antes do início da partida continuou na saída também. Foto: Thiago Henrique

A mistura entre as nacionalidades antes do início da partida continuou na saída também. Foto: Thiago Henrique

A Copa do Mundo FIFA está chegando ao seu final e a Agência da Hora esteve presente in loco, na semifinal entre Argentina e Holanda, nesta quarta-feira (9/7), na Arena Corinthians. Por mais incrível que possa parecer, o evento não é só futebol. Histórias de superação e curiosidades ficam ofuscadas com tanto futebol sendo jogado no país. Mas, quando contadas, têm o mesmo brilho que um gol de bicicleta no Maracanã.

Seu Luiz Antônio, de São Joaquim da Barra, parecia um menino sentado – ou quase – assistindo ao jogo. O menino tem apenas setenta anos de idade, e em dado momento me ouviu gravando áudios para a Agência da Hora. Curioso, me perguntou para onde estava gravando, e então começamos a conversar. Foi aí que Seu Luiz Antônio, um senhor simpático e querendo uma cerveja para ter o copo como recordação, contou que comprou seu ingresso no ano passado, no primeiro sorteio, e, em abril deste ano, foi submetido a uma operação no coração e foi obrigado a colocar quatro pontes de safena. “Eu não poderia deixar essa oportunidade passar. Vai saber quando a Copa volta para o Brasil e nem sei se vou conseguir acompanhar a Copa de 2018”. O senhor que gritava em plenos pulmões “VAI CORINTHIANS!”, no meio dos argentinos, certamente realizou seu sonho e colocou muitos jovens no chinelo com tanta disposição.

Ao sair do estádio, muito tumulto e o lado B da Copa foi bastante visível. Era um só caminho para todos que saíam pelo lado Oeste. Argentinos, orientais, brasileiros, holandeses, todos misturados para pegar o metrô Artur Alvim e, durante essa caminhada, os que estavam presente no estádio estavam separados por uma barreira de metal, da população do bairro Itaquera. Fato mais curioso eram as pessoas do bairro pedindo copos de lembrança e até pedindo para trocar tênis com os estrangeiros.

A reação era uma variável: as orientais eram as mais assustadas, enquanto os holandeses eram os mais tranquilos, chegando a ponto de dar vários de seus copos às pessoas. Os paulistas de Itaquera faziam festa e estavam até bem vestidos para aquilo que era apenas uma saída de um estádio.

Ontem foi o último jogo da Copa em São Paulo, que fez corações baterem mais um pouco, pessoas conseguirem presentes improváveis, aproximou pessoas, lembranças eternas. E confirmou que a Copa do Mundo não é só de futebol.

Thiago Henrique / Da Hora

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