Lixo Eletrônico: as consequências de um problema mundial

Os eletrônicos podem ser grandes vilões para o meio ambiente e a saúde da população se não descartados corretamente

O descarte do lixo eletrônico ainda é um problema em todo o país. O lixo eletrônico que pode ser todo tipo de equipamento eletrônico como computadores, máquinas fotográficas, notebooks, telefones e baterias muitas vezes tem um destino irregular causando um grande problema ambiental se não descartado em locais adequados.

Esse tipo de material contém substâncias químicas como chumbo e mercúrio, por exemplo, prejudiciais à saúde, pois o contato com essas substâncias pode provocar doenças graves principalmente com pessoas que coletam esses materiais. Além disso, pode denegrir o meio ambiente provocando contaminação no solo e na água, sendo que esses equipamentos são compostos de grande quantidade de plástico, metais e vidro componentes que demoram muito tempo para se decompor.

Por isso, é importante encontrar um destino apropriado para o lixo eletrônico como empresas e cooperativas que atuam nessa área de reciclagem. Ademais, muitas escolas, empresas públicas e privadas já possuem pontos de coletas nesses locais para facilitar e contribuir com a separação desses equipamentos com os demais resíduos e materiais recicláveis.

Esse ano o Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos (Cigres), de Seberi, em conjunto com as prefeituras dos municípios que o integram realizou a Campanha do lixo eletrônico. Em Frederico Westphalen, a campanha aconteceu no final de maio e foram totalizados 8.170 kg de lixo eletrônico, o maior número coletado entre os municípios. Em segundo está o município de Erval Seco com 3.180kg, e em terceiro Seberi com 1.620 kg.

Segundo a responsável técnica do Cigres, Thaís Prestes Stein, muitas prefeituras tinham um estoque bastante grande de lixo eletrônico, e, por isso, a campanha foi antecipada. “A campanha é realizada para possibilitar que a população e as prefeituras deem um destino adequado, pois fora da campanha o Cigres não recebe em grande quantidade esses materiais”, afirma. Somente os eletrônicos de grande porte como geladeiras, fogão, maquina de lavar não foram recolhidos na campanha. “Para esse tipo de material vamos realizar nova campanha”, ressalta Thaís.

Thaís ainda fala sobre a importância de ter campanhas para o recolhimento do lixo eletrônico. “Esse material possui componentes com um potencial poluidor muito alto. Sendo assim, é importante ter um local próprio de destino, pois se descartado em locais inadequados prejudica e muito o meio ambiente”, analisa. Todo o material recolhido na campanha é encaminhado à empresa Natusomos de Horizontina.

Segundo o licenciado ambiental e um dos organizadores da campanha em Frederico Westphalen, João Paulo Heckler, todo ano é realizado a campanha e se torna um trabalho constante de conscientização ambiental. “O material recolhido pode nos dar um retorno por meio da reciclagem, mas é necessário ser descartado de forma correta senão as consequências podem ser graves”, ressalta. Além disso, ele afirma que a preocupação é mundial devido a grande produção de eletrônicos. “Esse tipo de material contamina os solos e a água. Precisamos nos interessar mais pela preservação do meio ambiente, por que o mais prejudicado, além da natureza é o próprio ser humano”, constata Heckler.

Segundo uma pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2013, na América Latina, o Brasil é o segundo país que mais produz lixo eletrônico, cerca de 1,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico, o equivalente a 7kg por habitante ficando atrás somente do México que produz cerca de 9kg por pessoa.

Entretanto, com as tecnologias cada vez mais avançadas e o consumo desses materiais cada vez maior, a contribuição e conscientização da população é de grande importância, pois nesse processo o pensar responsável colabora com o meio ambiente e com a saúde pública além de garantir melhores condições de vida para as gerações futuras.

Luciane Volpatto/ Da Hora

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