Nada legal…

Sem vencer, União Frederiquense liga todas as luzes de alerta e mudanças foram prometidas pela diretoria após protesto de torcida

Três rodadas se foram e com elas, sete pontos também. O Leão da Colina segue com a voz rouca e não consegue rugir em seus domínios. Desta vez, contra o Santo Ângelo, a ferida se abriu ainda mais na equipe do União Frederiquense.

Até o momento, o máximo que a equipe conseguiu fazer foram 20 minutos (ou um número próximo a isso) de um bom futebol e principalmente, esse tempo não foi ininterrupto. Com a terceira formação diferente em três rodadas, Marcelo Caranhato, técnico do União Frederiquense possui mais dúvidas do que adolescente em fase de vestibular e mesmo assim, a dúvida começa a pairar também na cabeça do torcedor: será que com esse elenco, o time permanece na Divisão de Acesso?

Foquemos apenas nestas três partidas do clube frederiquense na competição. Resumidamente em Caxias: se segurou até ficar com um jogador a menos em campo; contra o Tupi: se Nelson Ned disputasse uma bola aérea, faria um gol; contra o Santo Ângelo: o ponto de ignição foi dado. A pessoa que aqui escreve pode não ser um vidente. Mas em conversa com inúmeros colegas que estão realizando a cobertura do União Frederiquense na Divisão de Acesso, há sim, consensos. A pré-temporada não foi bem feita. Estranho? Não.

(Foto: Thiago Henrique)

(Foto: Thiago Henrique)

O clube venceu grande parte dos jogos durante os pouco mais de 30 dias de preparação. Contudo, as vitórias vieram na hora errada. Mas como pode uma vitória vir na hora errada? Simples. A pré-temporada, mal comparando, se equivale a aulas de direção. A pessoa pode errar com o professor no volante ao lado, enquanto que, depois, os erros devem ser mínimos (ou zero de preferência). É onde os jogadores podem errar. Só que não erraram e iniciaram a competição achando que estava tudo bem. Bom, o resultado mostra que não está.

O presidente do clube falou grosso ao comentar sobre mudanças e cabeças vão rolar, provavelmente durante a semana. Não esqueçamos que, quem assina os contras-cheques, também contrata. Então a culpa não apenas dos 11 (cabeças de bagre ou não) que entram em campo. Há sim uma culpa e é geral. Da diretoria que comprou carne moída achando que era picanha. Do treinador, que acha estar dando aulas de Direito, mas a classe é do ensino fundamental. E dos jogadores, que, gostando ou não, representam uma entidade.

Apenas Harry Potter e seus amigos possuem varinhas mágicas, no entanto, é melhor a comissão técnica e a diretoria aprender um pouco de magia, já que consertar as avenidas laterais e um buraco no meio-campo, não vai ser nada fácil.

Thiago Henrique / Da Hora

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